A cidade histórica de Goiás, reconhecida como patrimônio da humanidade, volta a ocupar o centro do circuito cultural brasileiro com a 18ª edição do Festival de Artes de Goiás, marcado para os dias 17 a 19 de novembro. Com o tema “Encruzilhadas”, o evento — organizado pelo Instituto Federal de Goiás (IFG), via Pró-Reitoria de Extensão — aposta em uma programação gratuita que se espalha por ruas, praças e equipamentos culturais, reunindo produções de dança, teatro, música, audiovisual, artes visuais e performances.
Ao longo de três dias, estudantes de diversos câmpus do IFG, artistas convidados e moradores dividem o espaço urbano com visitantes de todas as regiões do país. A proposta é transformar a cidade em um laboratório a céu aberto de experimentação artística. Para a reitora do IFG, Oneida Barcelos Irigon, o Festival reforça a arte como dimensão essencial da formação humana e política pública estratégica. Segundo ela, o encontro reafirma o compromisso da instituição com práticas que ampliam sensibilidade, criticidade e participação democrática.
A abertura oficial ocorrerá no dia 17, às 14h, no Cineteatro São Joaquim, seguida da apresentação da Cia de Teatro Nu Escuro, homenageada desta edição. Em cartaz há mais de uma década, o espetáculo O Cabra que Matou as Cabras simboliza o reconhecimento ao grupo goiano, cuja trajetória tem raízes na antiga Escola Técnica Federal de Goiás.
Na música, duas atrações se destacam. A cantora catarinense Dandara Manoela, premiada na cena da nova MPB, se apresenta no dia 18 no Mercado Municipal. Já o encerramento, no dia 19, fica por conta de BNegão, que leva ao mesmo palco sua discotecagem “BNEGÃO BOTA SOM”, definida pelo próprio artista como uma experiência de “informação dançante”.
A programação ainda reserva espaço para tradições populares: cortejos de escolas de samba e o show Na voz dela… Elas, com Tininha Odara e músicos do samba, ocupam o Mercado na última noite.
Nas artes visuais, a exposição BATICUM: O Som do Brasil, de Rafael Torres (Dimitri), é o eixo central, instalada no IFG – Câmpus Cidade de Goiás. A mostra se articula com a Galeria Aberta, que reúne artistas de Goiás e de outros municípios do estado, ampliando o diálogo entre produções acadêmicas e independentes.
Entre as performances, uma das propostas mais provocativas é Dança Contemporânea em Domicílio, da artista Cláudia Müller, que transforma entregas de “delivery” em intervenções coreográficas solicitadas via WhatsApp. Já a programação de circo, audiovisual e mostras especiais reforça a diversidade do evento.
O Festival também concentra atividades formativas — oficinas, debates e laboratórios criativos — ministradas por artistas e coletivos de diferentes regiões do país, fortalecendo o caráter educacional da iniciativa.
Com ações distribuídas entre o Cineteatro São Joaquim, o Mercado Municipal, o Instituto Bertran Fleury e o Câmpus Cidade de Goiás, o XVIII Festival de Artes de Goiás consolida-se como uma das principais plataformas de encontro entre educação pública, criação artística e participação comunitária no estado.
Deixe um comentário